Elias,
Há vários possíveis comentários a fazer, embora, de antemão aviso-o, que pelo fato de você ter dezessete casos apenas, não há muito a melhorar.
- Calcular os coeficientes de associação quando a hipótese de independência não pode ser descartada tende a ser um exercício equivalente a tentar ler folhas de chá numa xícara após a merenda;
- Ao você fazer múltiplas comparações nos mesmos dados você ainda teria que fazer uma correção para assegurar que seu Erro Tipo I não seria inflacionado;
- A alternativa de fazer um omnibus test, por exemplo via uma regressão logística com G como desfecho e as outras como VI, esbarra no fato de que se precisaria muito mais casos¹.
Então no seu caso a única coisa que a Estatística o autorizaria é dizer que as hipóteses de independências não podem ser descartadas e que devido ao tamanho da amostra mais nada pode ser dito (do ponto de vista de inferência).
Com o conhecimento do domínio do problema e a Descritiva você pode especular mais um pouco, mas irremediavelmente teria que propor um estudo com maior potências estatística se quiser alguma constatação do fenômeno que está estudando.
HTH
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Cesar Rabak
[1] A discussão sobre assunto é vasta com concordância apenas que é "um problema complexo", mas para colocar a bola em campo, Peduzzi et al. 1996, costuma ser citado como melhor referência. A fórmula seria N = 10∙k / p; N :: mínimo tamanho da amostra, k :: número de covariáveis; p :: mínimo da proporção casos ou não casos.
Peduzzi P, Concato J, Kemper E, Holford TR, Feinstein AR (1996) A simulation study of the number of events per variable in logistic regression analysis. Journal of Clinical Epidemiology 49:1373-1379.